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Arquivo mensal: fevereiro 2014

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areia areia areia

minha estrela sobe o sepulcro

areia aleph areia

beijo o muro de pedra

atravesso a casa

meu livro de letras

movimenta-se

areia

sob o chao de minha casa

movimenta-se

a tua casa escassa

mina e cada passo

acaba

acaba e cada brisa

inicia outra casa

areia areia areia

 

Sand Sand Sand

mein Stern steigt uber das Grab

Sand Aleph Sand

ich kusse die steinerne Mauer

quere das Haus

mein Buch die Lettern

verflie.en

Sand

unter dem Boden meines Hauses

flieBt

dein kargliches Haus

vermint und jeder Schritt

endet

verendet und jede Brise

formt ein anderes Haus

Sand Sand Sand

 

jussara salazar | tradução christian lehnnert | versschmuggel | berlin, 2012

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La Fijeza  [1949]                    

                          I

a seda amarela que ele não tece

poderá percorrê-la?

Suas espirais só podem desejar

uma concentração cremosa.

Seu sulco é sua criação:

um pouco de água impressa.

Em qualquer tempo de sua morte

pode estar caminhando,

como a seda que pode formar um mar

e envolver o bicho-da-seda amarelo.

Assim, com seus olhos esmagados,

atirador de uma lembrança amarela,

está traçando círculos de areia

para o brilho da pirâmide apagada.

O desejo mostra-se e ondula

mas a mão tem folhas de neve.

 

[tradução | jussara salazar]

 

La seda amarilla que él no elabora

podrá recorrerla?

Sus espirales sólo pueden desear

una concentración cremosa.

Su surco es su creación:             

un poco de agua grabada.

En cualquier tiempo de su muerte

puede estar caminando,

como la seda que puede forma un mar.

y envolver al gusano amarillo.

Así, con sus ojos aplastados,

flechador de un recuerdo amarillo,

está trazando círculos de arena

al fulgor de la pirâmide desvaída.

El deseo se muestra y ondula,

pero la mano tiene hojas de nieve.