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Arquivo mensal: janeiro 2014

 

 

 

 

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Quando o mulungu ponteia

baião de espinho canhoado

fulora o facho

todo encarnado

do jeito de quem tem sangrado

suinã, ai ai, suinã

nem sou mais eu

que pensa o que tem pensado.

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Ulisses não há mar não há riso ulisses

não há sílaba na mala mal arrumada

não há palavra nem há beira não há nada

nem a praga desairada

ou a máscara de pedra

e sob os teus pés me derramar

ser altar ou ninfa cega

a água que desmancha o véu

e leva o cantar

solitário de um pássaro

ouvindo os teus passos

carpindo a cruz de um verso

ou cuspindo a dor no prato

ulisses não há mar não há lei

não há risco nem há rei

e sousândrade sorrindo te dirá:

         E este vento que me açoita as faces

         De condenado e arranca-me os cabelos? Image

  havana | 2013